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Estuário do Tejo

Quando a maré baixa no estuário do Tejo ficam a descoberto enormes planícies de vasa, substrato das ricas populações de invertebrados de que se alimenta a maior parte das aves que vive no estuário. São estas extensões de sedimentos que, juntamente com os sapais, caniçais, salinas e arrozais que as marginam, permitem que o estuário do Tejo seja uma das zonas de maior riqueza avifaunística da Europa.

Algumas destas aves residem no estuário ao longo do ano, nidificando nos ecossistemas das suas margens. No entanto, a grande maioria pertence a espécies migradoras que aqui passam o inverno ou que utilizam o estuário como ponto de paragem durante movimentos migratórios entre as zonas de nidificação no norte da Europa e de invernada, em África. Este local é assim uma peça fundamental para o imenso número de aves que se desloca ao longo da importante rota migratória do Atlântico Oriental. Urge porém recordar que as aves constituem apenas a parte mais visível da enorme riqueza biológica que a grande actividade do estuário permite.

Palmeirim, Jorge in Dias & Marques 1999, Estuário do Tejo: o seu valor e um pouco da sua história, Reserva Natural do Estuário do Tejo, Alcochete.