Equipa

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Coordenação geral / Responsabilidade empresarial:

Alberto Malaguerra Nunes – Desde criança que adoro viajar. Lembro-me de, desde a adolescência, preparar as excursões da família usando tudo o que tinha ao alcance: mapas, livros, revistas e até manuais escolares; nem sempre tudo corria bem mas a família gostava.

Mais tarde, enquanto frequentava o Curso de Arquitectura, refira-se que pouco assiduamente, tive a sorte de começar a trabalhar em ateliês onde se desenvolviam projectos de empreendimentos turísticos. Ainda hoje sinto orgulho por, aos dezanove anos, ter tido possibilidade de fazer tirocínio na obra de interiores do Hotel Alfa de Lisboa, hoje Corinthia Lisboa Hotel – um projecto de interiores do arquitecto e pintor Nuno San-Payo.

Concluído o curso, como convinha à estabilidade financeira de um bom pai de família, fiz uma incursão na docência, actividade gratificante que retomo ciclicamente por vontade, ainda que agora dirigida a um sector etário mais avançado.

Porém, o trabalho em arquitectura, como freelancer, manteve-se sempre e a dado momento falou mais alto, razão pela qual fiz uma pós-graduação em Conservação de Monumentos e Edifícios Históricos. Foi nesse trilho que de então em diante desenvolvi a minha carreira profissional, aumentando em mim a vontade de viajar e muito principalmente fazendo nascer uma verdadeira paixão pelo Património Cultural Português.

Mais uma vez a sorte veio ao meu encontro e, por via da reabilitação de edifícios antigos, fui levado até à reconversão de espaços agrícolas e como tal a incessantes viagens pelos mais recônditos recantos do país – nasceu então uma não menos forte paixão pelo Património Natural Português que casou com o gosto por uma vida ao ar livre.

Agora, com os filhos criados e os netos para mimar, aposto na Agulha Magnética – Magnetic Compass, um Agente de Animação Turística e um Gestor de Destinos Turísticos que reflecte muito o meu modo de desfrutar Portugal.

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Consultoria para o Património Cultural:

Graça Pedroso – Nasci em 1957. Nunca pensei vir a ser professora. Às vezes ouvia-os e passado um bocado já estava a voar por outro lado. Penso que essa é uma das razões pelas quais hoje sou professora. Gosto de comunicar aquilo que sei e que aprendi. Gosto que me interpelem, gosto de uma boa conversa. Não gosto de ouvir debitar. Essa foi a alegria da aprendizagem quando aos 20 anos fui estudar para a Fundação Ricardo do Espírito Santo Silva – os professores comunicavam.

Percebi logo que mais do que decoradora (era o nome do curso) queria saber de tudo o que estava relacionado com as pessoas. Na verdade, queria saber dos objetos, quer de grande escala quer de pequena escala. Interessavam-me, porque eram feitos para as pessoas e criados por pessoas.

É isso: Gosto de ensinar, de explicar aos outros o que nos rodeia. De explicar o que foi materializado para nós usufruirmos e porquê. Por isso, ingressei no Mestrado em Museologia e Património da Universidade Nova de Lisboa. Mas ainda queria saber mais e fui fazer o Doutoramento em Design para a Faculdade de Arquitetura de Lisboa. Continuei o gosto pelo saber dos objetos e fui mais a fundo.

Entretanto já ensinava, é claro – comecei no liceu e passei para o ensino superior. Continuo e vou continuar a falar do que gosto.

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Consultoria para Paisagem Natural e Jardins:

Vera Ramos Nasci em Lisboa em 1972 e formei-me em arquitetura paisagista, no Instituto Superior de Agronomia.

Nessa altura, tudo o que se relacionava com a terra, com a agricultura e com as plantas era novidade para mim, uma menina de cidade que nem um quintal tinha! Mas lá fui aprendendo e ganhando um enorme fascínio e respeito pela sabedoria que se esconde numa vinha bem cuidada, numa floresta verdejante ou num simples lameiro.

Ainda durante o estágio da licenciatura, fui convidada a desenvolver dois projetos muito diferentes no âmbito da Expo’98, e que hoje, olhando para trás, compreendo que me marcaram definitivamente: os Jardins Garcia de Orta, onde dei apoio à coordenação de projeto e aos consultores científicos; e o Parque do Tejo e do Trancão, onde participei na vasta equipa responsável pelo desenvolvimento do conceito original de George Hargreaves e João Ferreira Nunes.

Em 1998 optei pela vida de “atelier”, como projetista independente ou em equipa, e fui aprofundando os conhecimentos que trazia da faculdade (muito escassos…) para desenvolver todas as tarefas que fazem parte de um projeto de arquitetura paisagista, desde o conceito inicial até à obra concluída. São horas e horas ao estirador (ou em frente ao computador), de que geralmente o cliente e o público não se dão conta…Mas é também o prazer de construir algo, de tornar palpável o que inicialmente não passa de um sonho.

Ao fim de 15 anos como projetista, dei-me conta que estava muito por fazer ao nível da pedagogia e comunicação sobre a paisagem. Comecei então a organizar passeios informais e atividades pedagógicas em jardins e na escola dos meus filhos, procurando despertar nos meus “convidados” o gosto pelas árvores e pelos jardins, passando sempre pela experiência, pois há coisas que não se aprendem nos livros…

E foi com muito prazer que em 2016 abracei o projeto “Agulha Magnética”, pois acredito que irá proporcionar momentos inesquecíveis a todos os que aceitarem o desafio de partir connosco à descoberta do maravilhoso património cultural e natural português.