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As salinas

As salinas são construções humanas erigidas em zonas costeiras de águas calmas, onde o nível de salinidade permite a obtenção de sal (NaCl). Conseguidas pela criação duma sequência de tanques com diferentes cotas de nível, alimentados e esvaziados por comportas, de modo a optimizar a retenção do sal até conseguirem a sua cristalização, foram construídas sobre zonas de sapal, ou seja, sobre zonas onde a deposição de detritos e sedimentos fluviais formaram bancos de vasa, vulgarmente conhecida como lama ou lodo, que a dado momento serviram à instalação de uma vegetação adaptada à salinidade, designada halófita – vegetação morfológica e fisiologicamente adaptada à secura de um meio que ainda que húmido é salino.

Economicamente as salinas constituíram importantes centros de actividade no Estuário do Tejo, desde finais do século XIII até meados do século passado, altura em que o aparecimento dos modernos sistemas de refrigeração, entre outros factores, ditou o declínio da actividade salineira. A zona em redor de Alcochete, distribuída entre o concelho desta vila e o de Benavente, era uma das mais importantes no que concerne à produção que, em 1935, ascendia a 77.400 ton., aproximadamente um terço da produção nacional, nesse ano.

Tal como em muitos outros locais da margem estuarina, ainda hoje, podem observar-se os tanques abandonados que constituem, ainda assim, importantes habitats para a avifauna. A diversidade de alturas de água nos diferentes tanques, necessária à obtenção do sal, propicia uma disponibilidade e variedade alimentar que, conjugada com o facto de constituírem áreas abrigadas, porque antigas zonas de sapal, determina a sua condição de habitats de eleição para a alimentação e o refúgio de inúmeras espécies limícolas, durante a maré alta, bem como para nidificação de outras.

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Espécies possíveis de observar neste percurso.